Na sessão ordinária desta terça-feira (26) da Câmara de Vereadores de Campina Grande, destacou-se a grandeza e a estrutura do Maior São João do Mundo, tanto no Parque do Povo quanto em seus distritos. No entanto, foi acesa uma luz amarela quanto à concorrência dos festejos juninos, de outras cidades e estados, e à preocupação com os preços e a exploração de serviços, como estacionamento, alimentação, transporte alternativo e outros.
Os vereadores enfatizaram a necessidade de maior fiscalização no comércio e nos serviços oferecidos durante o evento, considerado o maior evento cultural e lucrativo de Campina Grande. Eles alertaram sobre a importância de controlar os flanelinhas, os donos de estacionamentos e os preços cobrados nos alimentos em restaurantes e barracas para garantir a permanência e o retorno dos turistas ao Maior São João do Mundo. “Somos uma cidade hospitaleira e não podemos explorar quem nos visita para conhecer nossa cultura popular”, afirmaram.
PEQUENO EXPEDIENTE
Napoleão Maracajá abriu o pequeno expediente para tratar a respeito das festividades do Maior São João do Mundo, falando sobre o aumento da concorrência dos eventos de São João no Nordeste e em outros municípios da Paraíba, como Mossoró, Petrolina, cidades do Sertão da Paraíba e até a capital. Napoleão fez um alerta, visto que os preços cobrados podem acabar fragilizando a realização da festa. Como exemplo, ele citou o estacionamento que custa R$70 reais, quando nos dias normais é cobrado o valor de R$15.

O vereador ressaltou que o evento na cidade é o maior de Campina Grande, assim como o mais empregador e que é preciso combater a exploração. ‘’ Não é possível que se entenda isso como algo normal’’ – destacou.

Alexandre Pereira fez a sugestão de um comitê permanente de discussão e aprimoramento do maior evento da cidade, visto que existem pontos que necessitam de definição na festa do São João. Entre os pontos, o vereador citou que além do pagamento da zona azul, ainda precisa pagar os flanelinhas, questionando essa situação. Outro ponto foi a organização do trânsito da Avenida Floriano Peixoto, na proximidade do Sítio São João. Em seguida, falou também do pagamento de R$70 reais no estacionamento, onde um carro de porte pequeno custa R$50, assim como na alimentação, em que um caldinho custa R$25 reais. O vereador disse que cabe ao PROCON e a Prefeitura Municipal de Campina Grande pensar na festa, pois houveram grandes melhorias, como um espaço maior para a população, mas existem alguns pontos que precisam ser analisados e alinhados, dando acessibilidade para aqueles que residem em Campina Grande, assim como para que os turistas queiram retornar.
Marcio Melo solicitou um aparte e relembrou quando tocou no tema na tribuna, logo no início das festividades, apresentando uma tabela dos preços absurdos que estão sendo cobrados na festa. O vereador mencionou alguns valores que pagou ao consumir alguns produtos no Parque do Povo e que são situações como essas que podem afastar as pessoas da festa, acreditando que o PROCON pode intervir.
Alexandre concluiu a sua fala, dizendo que sabe que não pode intervir na prática de preços, mas que é preciso discutir na conscientização, para que os turistas possam vir mais vezes. ‘’ É preciso pensar nesse comitê para discutir e as entidades também precisam fazer parte. Quem sabe na próxima legislatura pense nisso de uma maneira permanente’’ – frisou. Alexandre concluiu parabenizando a prefeitura pelo grande sucesso que tem sido o Maior São João do Mundo.
GRANDE EXPEDIENTE
Marcio Melo abriu o grande expediente, dando continuidade ao mesmo tema, ressaltando que não destina críticas ao São João, pois é uma festa já consolidada e não se pode deixar que a tradição acabe. No entanto, é preciso propor melhorias ao evento, para que a cidade se torne cada vez mais atrativa. Além disso, Márcio Melo disse que durante as festividades têm dialogado com a população, ouvindo pontos positivos, mas também os negativos, sendo necessário dialogar com os segmentos, para fazer uma avaliação pós evento.

O vereador também falou de uma pesquisa que participou no Parque do Povo, com perguntas sobre a festividade, mas que após isso, o instituto realizou perguntas sobre o prefeito. Ele disse que entende que não se deve misturar a festa com questões políticas, visto que a preocupação deve ser com a festa, com a satisfação dos turistas e com a participação da população e dos pais de família que querem ter um lazer no período junino.
Janduy Ferreira falou que o estacionamento localizado em frente ao Sítio São João é de propriedade de pessoas da família do vereador e que ele está sempre presente, orientando o trânsito, assim como os valores que são praticados. Ele parabenizou o tema trazido, ressaltando o papel dos vereadores, na fiscalização, no debate e muitas vezes realizando o contraponto, pois há pessoas que estão colocando estacionamento nos espaços públicos e cobrando preços abusivos.

Pimentel Filho, solicitou um aparte, para falar sobre o tema relativo ao São João, citando os preços abusivos. No entanto, em Galante, fez uma observação de que são pessoas de Campina Grande que vão para o Distrito, apesar dele achar que a festa deveria estar disposta para a população de lá. Além disso, entende que nesse período se faz uma cobrança de preços maiores, mas sugeriu que os interessados em colocar o estacionamento possam ser cadastrados, combinando um valor.
Outro ponto citado pelo vereador, foi a diversidade que existiam nas festas de São João, mas que no momento todas as festas estão se tornando iguais. Como exemplo, disse que na festa de Galante, foi colocado um paredão de ferro que impede a vista para o açude da região. ‘’ O turista fica encapsulado e não vê a natureza do local’’ – disse. Da mesma forma, falou da festa do Parque do Povo, que tem um paredão de ferro impedindo a vista da cidade para a festa. Ele defende que é preciso ter segurança, mas sem impedir a visão. Pimentel concluiu dizendo que ouviu um comentário de um jornalista, sobre pessoas que falam mal da festa, mas ressaltou que não ouviu nenhum vereador fazendo críticas destrutivas, mas que é a obrigação do prefeito de cada gestão, fazer uma festa melhor a cada ano, e o que se discute na Casa Legislativa é justamente essa melhoria. ‘’ A festa está pronta, o que se fala na CASA é para melhorar a cada ano’’ – frisou.

56ª SESSÃO ORDINÁRIA PRESIDIDA PELO VEREADOR ALEXANDRE PEREIRA E SECRETARIADA PELO VEREADOR SAULO NORONHA
Minuto de silêncio solicitado pela vereadora Ivonete Ludgério, pelo falecimento de Irene Fernandes. O vereador Alexandre Pereira também solicitou em nome de Cleanto Campos Cardoso, sobrinho do Presidente Marinaldo Cardoso.
DIVICOM/CMCG